Os eflúvios da noite amofina-me ao passar das horas, mal comecei traçar as primeiras linhas, o desassossego surge em poucos minutos de preencher as terceiras lacunas do meu diário, fundamentado temáticas bastante relevantes para ocasionar um conjunto de ideias com efeitos montanhosos, com significado altamente de planaltos, relevos e planícies, o que geograficamente nos desperta para o esquecimento, porque durante o silêncio, acontece várias coisas ao mesmo tempo, é só seguir o fluxo das apresentações.
As luzes da cidade iluminam à escuridão, o comedimento acentuado predomina num pequeno instante, onde o vazio se transforma em solidão, o único eco existente era a batida embirrada da janela por causa do sopro forte em que o vento suscitava do lado de fora...acordando-me sutilmente com o TIC-TAC do relógio da sala, outorgando-me a mexer de um lado para o outro e à dormir novamente. Daqui a pouco, já é dia... estou aqui à brincar de assistir o retorno da Aurora, quanta pretensão.
Disponho-me prontamente ao enorme desafio, tenho exatos seis horas para o meu descansar, contarei carneirinho, logo, logo o sono vem...que ilusão dessa criança que acredita piamente em sua tática de contar até cem, infelizmente, não funcionou a sua ideia inteligível, até o latido do cachorro inquietou-me outra vez, agora tenho apenas cinco horas para tentar tirar uma doce soneca... será que dessa vez vou conseguir?
Nesta brincadeira de vira pra lá e pra cá, acabei testemunhando a chegada do novo dia, e justamente neste ápice tão abençoado, meus olhos decidiram se fechar, para que eu pudesse ter apenas miudezas de horas para adormecer. Finalmente, quando creio que irei repousar, escutou ao longe: "Levanta está na hora do café".
Pilar Mariosa Bastos

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