Os sobressaltos da natureza certamente tem suas apreensões, estas que nos distingue imensas cogitações do pensar, refletir as contemplações postas as nossas visões, tempos de saciarmos as mudanças climáticas que aparecem de vez em quando ou em quando vez... para não assustar-nos, o que de fato nos alarma querendo ou não. As veredas permutam todos os dias diante de nossos olhos, materializada no agora, o tão presente hoje.
Os assombros da meia noite querem pernoitar por um período indeterminado, sem quaisquer chances de recusar à ofertada, obrigando-me à aceitar sua eminente e nobre companhia, como dizer não, se a principio acato uma ordem contrariando a minha vontade. Porém... as agitações e sopros fortes do vento, dão inicio um novo formato da madrugada: Fria, Concisa e Necessária para renovar suas originalidades...
Prontamente a quietude desliza sobre o orvalho do alvorecer, escutando ao longe a voz que ecoava sabedoria, agora longínqua, onde a ventania assopra para que eu possa então descansar com tranquilidade, mas nem sempre sobressai conforme os meus desejos, nem sempre a medalha de ouro destina-se para quem esforçou-se desde o início.
Há dias em que vivo surpreendendo-me com fantasminhas da real existência do ser, por mais que eu tente não ficar incomodada com os Assombros da Meia Noite, convenço-me estar acostumada com sua presença, o que não quer dizer que podes ficar... o que peço é que me permita desfrutar o meu sono tão sereno.
Pilar Mariosa Bastos

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