Querer e poder são duas palavrinhas distintas, uma está ligada ao desejo, permitir ou conceder, a outra está associada ao controle, domínio, capacidade e competência. Mas, não estou conectada na eficácia da ascendência da jurisdição do poder e sim na força de vontade de realizar o que tanto almejo nesses dias congelantes, porém estou impossibilitada de satisfazer o meu algoz, o que me resta é aceitar a possibilidade de saciar o contentamento num simples olhar pela janela, prédios, prédios, prédios e mais prédios.
Quero respirar ar puro, sentir o frescor da manhã tocar a fase carinhosamente bem devagar. Quero esquentar-me neste sol tímido em que o frio nos presenteia nos dias de adeus do querido Outono. Faltam exatamente 13 dias para o retorno do inverno e as semanas surgem geladinhas como se estivéssemos vivendo à nossa estação, aquele momento que faz a diferença, e como faz...
Os perfumes estão cada vez mais refrescantes, eucalipto talvez? Não sei, só sei que traz a verdadeira paz à alma, um silêncio profundo nos outorga fazer uma meditação do nosso dia-a-dia. A manhã é perfeita e nos oferece o seu tempo para que possamos refletir as palavras em que o vento nos assopra, um dia a mano e calmo, completamente oposto às suas várias existências, encantada, estou impactantemente encantada por ser testemunha dessa magia que tranquiliza o meu nobre coração, este que revive o remanso de suas memórias e de suas suaves lembranças: o brilho do olhar intenso e um sorriso que recorda o leve sereno do ser.
Pilar Mariosa Bastos

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