A Escrita é a arte mais bonita e verdadeira que para mim existe, tirando algumas exceções e as formas de mal uso fazem dela.
Quando as mãos pega um lápis, uma caneta e um caderno, ela simplesmente manuseia palavras afetuosas, as quais que são capazes de tocar na alma e coração das pessoas, o bem que estas fazem ao serem lidas com atenção e o proveito nelas tiradas torna-se possível uma reflexão do que a mesma despertou em nós, o que ela quis nos dizer com esta mensagem tão singela.
Escrevo na certeza do bem em que cada palavra representa me faz bem, manuseá-las de fato é para mim uma liberdade sem fim, expressar sentimentos e pensamentos ajuda-me a não ficar refém de tudo que observo em meu miúdo silêncio, este que junto ao entardecer inspira-me a dissertar os meus instantes profundos que vez em quando ficam presos no arquivo memorial do pensar, através deste, faço em minha imaginação as flores nascerem em pleno noitecer e enfeitar a noite que se aconchega nesta próxima acolhida que nos oferece.
Traço palavras para falar das tardes, o que representam e o que trazem de melhor na vida, olho ao redor de tudo, procuro algo simples em que posso dissertar em seus tempos verbais com frases de efeitos, para que eu possa passar as manifestações vespertinas de maneira mais carinhosa e harmoniosa, descrevo suas qualidades mais fortes, pontuo alguns defeitos e deslizo pelas linhas do caderno a produção mais linda que já compus, por isso escrevo, gosto de contar, conversar, falar de singelezas, das miudezas que a natureza presenteia-me.
Escrevo porque amo expressar tudo que sinto, o que vejo, até o que me chama atenção, escrevo por que é a arte de se expressar, arte de se libertar, escrevo porque é a arte que me possibilita a escrever minha própria história num futuro próximo.
A Escrita é pintura mais singela e bela que existe, sabendo fazer o bom uso da mesma.
Pilar Mariosa Bastos

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