Rigoroso clima que acabara de chegar, não faz muito tempo que mandaste avisar que regressarias um pouco mais cedo, neste instante percebo o quão impiedoso tu és, insensível também, por sua honorável presença me encontro recolhida em meu esconderijo e sem coragem de aparecer do lado externo. Hibernada em casa, ouço uma agitação alta e muito forte ao lado de fora, então resolvi dar uma espiadinha pela janela e verificar o porque desse atrevimento todo, já que juntos estávamos vivendo uma tranquilidade tão gostosinha, bastou o vendo dar o seu parecer pra fazer aquela festinha particular e nem sequer me convidou.
As folhas por sua vez estavam repletas de gracejo, farfalhando... farfalhando... farfalhando... pois a rajada e a lufada do vento as deixavam assanhadinhas, assanhadinhas cada vez que ele as soprava e faziam balançar, às vezes era tão vívido que caíam no chão. Quanta aspiração dessas meninas, quanta alegria transpareciam, a farra entre eles devem esta ótima e bem animada... Me deu até vontade de participar, mas como o frio esta demais, prefiro ficar por aqui, já que ninguém lembrou de mim...
Viver a esta invernada é tentar ao menos inventar milhares de atividades para não ficar parado, à criatividade vem a tona sem querer querendo, pois, o meu amigo vento me excluiu de sua baladinha particular, porém: estou aqui no meu quentinho registrando em palavras todos os movimento desta tarde tão festiva para os seus.
Pilar Mariosa Bastos
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