A tarde de ontem encerrou-se com muitas novidades, e uma delas foi a baladinha particular em homenagem a chegada do Inverno que teve como seus convidados especiais o Vento Cruelo Cruel que estava animadíssimo com esta recepção, quem o viu todo feliz, acreditava piamente que a festa memorável era tão somente para a sua ilustre pessoa, mais ninguém se atreveu a fazer certos galhofas, todos sabiam como o nosso amigo Cruelo era bravejoso. Enfim, o melhor a fazer era entrar no clima e aproveitar a solenidade.
Cruelo Cruel, além de ser impassível em boa parte de seu tempo, contava com a sua intolerância que chegava ao limite zero, mas permitia-me a enxergá-lo de uma outra forma, um olhar muito diferenciado dos passados e existentes anos. Ás vezes resistível ou irresistível dentro das suas fases de bondade, isso quando decidia me convidar para o lado externo de casa o que era um dos seus poucos milagres operados em tempos de frio.
Todavia, o Ventinho nos oferece uma amizade sem fim, porém com algumas restrições: às vezes compreendo, às vezes não o entendo, às vezes suave e carinhoso, às vezes bravo com rajadas muitos forte que podem nos derrubar no chão, às vezes muito parecido comigo, Pensativo até demais. A Misticidade do Vento Cruelo Cruel, confundi-me por completo, sua capacidade de entorpecer-me nas dúvidas plantadas por ele e colhidas por mim, outorga-me a ficar pasmada com a sua especialidade de troca de humor, e ao mesmo tempo com sua tranquilidade que raramente acontece.
Pilar Mariosa Bastos

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